Crise de identidade


 

Olá.

Mais uma semana, mais uma peripécia amigos. Esta semana o William e a Maria publicaram um artigo para ensinar os nossos queridos humanos a aprenderem a identificar o sexo dos coelhos. Quando ouvi o meu humano a falar com eles e a dizer que ia ser um artigo extremamente útil e divertido confesso que tive as minhas dúvidas, mas não podia estar mais errada.

Ao acompanhar o processo criativo descobri que  pelos vistos é muito comum os humanos pensarem que somos uma coisa quando afinal somos outra e vice-versa. Não pude deixar passar ao lado esta oportunidade de desenvolver uma boa investigação a la Agente Eevee e andei a circular pelas redes sociais e a fazer algumas entrevistas a coelhos. Não vão acreditar nas histórias que me contaram! 

Temos, por exemplo, o caso da Joaquim Alberto, uma adorável coelha mini lop. Quando a questionei sobre o seu nome ela disse-me que quando os seus humanos a adotaram tinham sido informados de que esta era um coelho - daí o nome. Este engano durou meses, tanto que ela já não se imagina com outro nome, até que os seus humanos, durante a visita ao veterinário, descobriram que a Joaquim deveria ter sido, afinal, uma Joaquina! Tentando emendar este equívoco os seus humanos prontamente lhe mudaram o nome, resultando numa coelha com problemas de identidade! Oh pobre coitada! Aquele olhar vazio, enquanto mastigava o seu feno nervosamente...

Mas o pior ainda estava para vir... quando fui vasculhar a papelada na “Caixa da Eevee” que os meus humanos guardam religiosamente numa gaveta. Nunca me tinha dado para ver a minha papelada, até porque “quem procura encontra”, mas não consegui conter a curiosidade desta vez. Afinal de contas, os meus humanos têm uma espécie de veneração por mim, pelo que certamente nunca cometeriam qualquer tipo de erro, muito menos um erro tão básico. 

Então lá fui eu, usando a estratégia do costume. Começo a passar o meu queixinho na gaveta e a escavar para chamar a atenção dos meus humanos (nunca falha!). “Com que então já te apoderaste de mais uma coisa cá em casa” dizem eles (eles respeitam muito as minhas marcações). Escavo mais uma vez até eles abrirem a gaveta para me mostrarem o conteúdo - não demorei mais do que 3 segundos a encontrar a minha papelada - estava na hora da distração! 

Bato com o pé e começo a olhar muito assustada para a varanda, para lhes indicar que há um perigo à espreita - e eles olham para a varanda. Rapidamente pego na minha papelada com a boca e escondo-a debaixo do armário para vir buscar durante a noite enquanto eles estão a dormir. Horas mais tarde finalmente vou ver a papelada toda e reparo que os meus humanos são um pouco desajeitados pois a capa está rabiscada, até que leio com atenção e entro em choque… 

Os riscos estão na realidade a corrigir o seguinte: “O Eevee”.

NÃO POSSO ACREDITAR, os meus humanos cometeram este erro básico e durante uns bons meses pensaram que eu era UM Eevee e não UMA Eevee. Tenho vivido uma mentira este tempo todo. Tenho a dizer que disfarçaram muito bem, e agora percebo os subornos constantes com ramos de salsa e bananas - é sinal que reconheceram o seu erro inocente. Mas inocente ou não hoje percebi como se sente a Joaquim Alberto e como resultado disso já requisitei o meu formulário de admissão à ACPI (Associação de Coelhos com Problemas de Identidade). 

Temos um longo trabalho pela frente, e graças ao William e à Maria já demos o primeiro passo, criando mais um artigo que ensina os humanos como identificar o sexo dos coelhos e evitar mais situações inconvenientes e mais crises de identidade por este mundo fora. Partilha o artigo com o teu humano, com teus amigos e amantes de coelhos! 

Publicado por Eevee


1 comentário


  • Filipa

    Não te preocupes Eevee. És linda de qualquer forma :)
    E ainda descobriste um talento natural para investigação! Acho que devias considerar uma carreira alternativa.
    (Mas mantêm o olho aberto com esses humanos…)


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