Prison Break


Olá amigos.

Esta semana foi repleta de emoções! Como já sabem passei por uma breve crise de identidade, mas a coisa não se ficou por aí - os meus humanos puseram-me em prisão domiciliária durante a noite. Tudo isto é para o meu bem, dizem eles, pois aparente estou a desenvolver uma pododermatite (o William & Maria poderão explicar um pouco melhor num artigo futuro) e pelos vistos uma das formas de recuperação é passar mais tempo no “fofinho” e em terreno irregular - e qual foi o melhor terreno irregular que os humanos encontraram? A minha suíte!

E tem sido isto todos os dias desde segunda-feira! Quando chega a hora lá vou eu para a prisão domiciliária ou, como eles chamam, “terapia”. Terapia vou eu precisar quando isto tudo acabar! Ainda para mais eles têm o descaramento de me fechar enquanto estou a desfrutar de uma bela pratada de feno - eles dizem que é por não conseguirem lidar com o meu olhar irresistível (dizem isto enquanto eu tento deitar a porta abaixo, como se isso fosse acalmar os ânimos).

A primeira noite não foi fácil tenho-vos a dizer, mas durante a segunda noite em prisão domiciliária pus-me a pensar numa forma de escapar e é aqui que a coisa fica interessante. Durante a segunda noite fiquei impávida e serena, nem sequer me debati - fui voluntariamente para a minha “cela” e lá fiquei, sossegada, a comer o meu feno. Eles bem que estranharam a rapidez com que aceitei esta brincadeira da “terapia”. E assim se passou a segunda noite, a construir o excesso de confiança dos meus humanos.

Acontece que durante a primeira noite reparei que a grade da minha suíte é flexível e se eu a empurrar um pouco consigo criar a saída perfeita para um coelho fit e esguio como eu. O problema é que todo este processo faz mais barulho que as marchas populares que os humanos tanto gostam… daí que tenho de fazer um grande estardalhaço com alguns minutos de intervalo para que eles não desconfiem.

É então que chega a terceira noite e as coisas ficam interessantes. Estou eu tranquila da vida na minha cela e espero que os humanos se deitem e conto até 30. Começo então a tentar “deitar a porta abaixo” e começo a ouvi-los murmurar. Mais uma investida, mais murmúrios, mais um intervalo. Ao fim da terceira investida eles finalmente apagam a luz - “Se nos calarmos e apagarmos a luz ela vai dormir” diz o humano.

Isso é que era bom! Experimenta dormir tu na minha suíte depois de passar várias noites nessa cama fofinha, humano. É então na calada da noite que começo a minha fuga - abro o espaço para passar e espremo-me pela saída acompanhada de um grande estrondo (confesso que não foi a minha saída mais elegante…), mais murmúrios, e de repente silêncio. Dirijo-me até ao quarto dos meus humanos pé ante pé, aproximando-me da cabeceira da cama e eis que bato o pé com toda a minha força, fazendo os meus humanos levantarem-se exasperados - Bem feita!

“Eevee?! Como raio fugiste e estás aqui?”

Não me digno sequer a responder, limitando-me a saltar para o meu cantinho na cama, deitar-me e ali ficar sossegadinha. O humano vai até à minha suíte verificar como é que tudo isto aconteceu mas sem sucesso, pois deixei tudo tal como eles deixaram (sans a vossa Eevee). Passado uns segundos ele regressa, derrotado, deita-se e volta a dormir.

Desde então deixamos o assunto morrer e nunca mais voltei à minha prisão domiciliária, mas sei que eles andam a tramar alguma para que eu volte à “terapia”, mas que nem pensem que os vou deixar levar a melhor!

E assim termina uma das odisseias mais épicas da minha carreira. Mas a semana não terminou aqui pois aconteceu outra coisa muito importante - o Dia Mundial da Terra.

Esta semana celebrou-se o Dia Mundial da Terra, o dia em que um pouco por todo o globo se reflete no quão (cada vez mais) importante é preservarmos o nosso Planeta e no longo caminho que ainda temos pela frente rumo à sustentabilidade.

Ainda há muito a fazer, e todos temos um papel a desempenhar, mas estou otimista, vendo cada vez mais ações de sensibilização não só para a preservação do Planeta mas também para a preservação dos Animais e da nossa espécie, como tem sido o caso da campanha Save Ralph promovida pela Humane Society International.

Na Hoppyn levamos a sustentabilidade e conservação da Terra muito a sério, por isso preferimos sempre produtos naturais e de impacto ambiental reduzido - desde os litters ecológicos, que podem ser usados como fertilizante, à preferência por materiais pet safe, sem tinta e reciclados.

Também foi uma grande alegria que vi os nossos Hoppers a celebrarem o Dia da Terra - vejam só a alegria estampada na cara da Marota!

E a bonita mensagem da SOS Coelhos Portugal.

 

E como bónus ainda partilho convosco duas fotos bem “verdinhas” do William e dos Batman & Rosita.


Tenham uma boa semana, amigos, sejam felizes!

Publicado por Eevee


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